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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Em que medida um processo de criação reverbera em outros?

Como um processo de criação interfere em outro?

Em  2010, fizemos um blog de equipe e blogs de CEU.

Registramos alguns momentos de eventos, mostras e partes do processo de criação.

Através de um processo de criação de grupos virtuais, usando no primeiro ano um Blog como plataforma, e no segundo e terceiro ano, grupos no Facebook, venho desenvolvendo juntamente com Vocacionados, AOS e as equipes de coordenadores, novas meios de organização que este tipo de ferramenta permite gerar, relacionando em um lugar comum e de acesso rápido, diversas funções como: reconhecimento visual e contato virtual entre Vocacionados e AOS (mensagens instantâneas), compartilhamento em um grupo restrito de registros de processos criativos ou vídeos, textos, áudio, imagens, agendas compartilhada de ações (eventos), apresentações (agenda cultural da cidade)

O interessante deste tipo de canal/plataforma virtual é alimentar um contato direto, onde impulso parta mais do individuo para o coletivo, havendo uma troca entre ambos.
Esse ano, na equipe leste 2, tivemos 3 grupos acontecendo em paralelo:

1)VODA: surgiu em 2012, onde pesquisávamos vídeos e vídeos-danças, filmes, vídeos clipes sobre dança, corpo e movimento, atuais e históricos. Possibilidades de fazer e pensar as danças cênicas. Este grupo mantem-se, em diferente configurações e freqüências até o momento, contribuindo com a troca de conhecimentos e experiências em um nível mais aprofundado, além de um vasto registro de processos, referencias, organizados afim de que possam ser revisitados, mapeados.

2)CONEXÔES: Surgiu em 2013, na equipe leste 2, como proposta para ampliar o trabalho de troca de informações e processos dos Artistas Orientadores entre si, e também vocacionados, incentivando registros, comentários e postagens.Esse canal é importante pois permite que os vocacionados de diferentes equipamentos dialoguem mais entre si, mostrem referencias visuais e verbais de suas pesquisas, criações; organizem mostras, horários e ações culturais Permite também que se tenha acesso a uma agenda atualizada das apresentações dos próprios artistas orientadores, dos grupos do Vocacional e de outras tantas apresentações  pela cidade.

3)MOBILIZA: Este grupo foi criado nos 3 últimos meses do programa, a partir de uma necessidade um espaço comum virtual para se discutir o funcionamento do Programa, em uma parceria entre vocacionados, artistas educadores e coordenadores de equipe das 5 linguagens: Dança, Teatro, Musica,a Artes Visuais e Interlinguagens. O grupo inclui mais diretamente os Vocacionados no funcionamento e reestruturação do programa, permite um canal mais amplo e direto de comunicação e unificação das ações, processos dos grupos, coletivos; principalmente os que já atuam a algum tempo no programa, estimulando a troca entre eles e possíveis parcerias entre os mesmos, a partir de um gama maior de identificação, não ficando restrito apenas a sua região, equipe e linguagem.
  
Existem muitas dúvidas ainda na criação destes procedimentos, pois existem muitas questões sobre privacidade, comunicação, direitos autorais, realidade virtual, etc, que estão muito em discussão na atualidade. Mas tamo junto, se ficar o bicho come, se correr o bixo pega. Compartilhe!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

IMAGENS DE OCUPAÇÃO DO TENDAL DA LAPA.

 
A. O. VERONICA MELLO - TENDAL DA LAPA - TEATRO
DE ONDE VIM E PARA ONDE FUI...
 
ASSIM COMECEI:
 
ensaiando pensamentos teatro vocacional tendal da lapa a.o. veronica mello
Entre mim e meus processos de inquietação
o que me liga ao que sou agora?
se tudo é passageiro, não se aprofunda, não se doa, não se cola?
o que me define como quem sou?
o eu? o outro? o que vejo e sinto?
hoje não posso escrever. minha melancolia não permite a razão, o discurso organizado.
vomito então. pulso. pulsão: somos doentes de nós mesmos? somos aprisionados a padrões estéticos, sociais, desejosos de formas e cimento. o cimento tenta aprisionar o que se é. ou gostaria de ser. um corpo nu é mais libertário, libertino, liberado do que aquele que se veste e se arma de verdades alheias. meu corpo nu se pronuncia dentro de minha roupa. traz à tona o que escondo.
hoje estou perdida. Elena. hoje a vida ganha um novo sentido com a morte. hoje eu me defino em perdas. hoje eu não consigo escrever. vomito.
melancolicamente retomo o pensamento sobre mim.  depois de tudo o que vivi nesta semana. o tempo se dilatou. semana longa. difícil descrever. onde está o desejo deles. o meu, pulsa embaixo de minha roupa. acho que devo despir-me também. aqui estou. precisando ficar nua. olhar as coisas sem suas máscaras. talvez seja possível. morrer mais uma vez.
vomito. onde está o desejo deles? lugar de passagem. onde estão os vínculos? onde nos encontramos e nos completamos? vazio. o espaço ficou grande demais. esperam demais de mim... será que posso alcançá-los? desnudá-los. enxergá-los como seriam se morressem. Elena. toca no fundo de minha melancolia. e eles? se tocam? porque não criam ligações reais? existe algo ali. existe um pulso... quase moribundo, mas pulsa. o mundo está moribundo. eles resistem. os que ficam, voltam transbordam possibilidades. mas eles sabem disso?
poucos pulsaram juntos. arriscaram-se ao abismo de não saber o que viria. tensos, mas inquietos. pulsam. será que eles sabem? o corpo parece saber que desejam mais do que a continuidade do tempo quotidiano.
uns desejam ser grupo, coletivo. outros desejam se tratar das travas, timidez. outros querem a fama. risadas. rs. engasgo. se você matar sua mãe vai se tornar famosa!!!!!! grito calmamente por dentro.
diz Aurélio:
Reputação, conceito; renome, celebridade.
prá que ele disse isso? penso em celebrar mais que celebridade. penso em puta e ação, mais do que reputação. vomito.
eles desejam algo. portanto voltam. mas o que? o que querem gritar? o que eles engolem? porque não vomitam? às vezes tenho vontade de forçar o vômito. mas espero. espero que percebam que precisam vomitar algo. não sei o que. não sei como. mas precisam. EU preciso. e o faço. às vezes menos do que gostaria. a rouquidão me impede de fazê-lo. o esgotamento dificulta a ação. mas acabo sempre achando um tempo. mesmo ele sendo assim tão cruel, impiedoso e rápido. eu preciso achar esse tempo.
dos grupos pulsos mais fortes. desejos desenhados. de onde vieram? como tomam forma? como sobreviver a tudo isso? à modernidade que não se vincula, ao amor e ao tempo de Bauman?
é possível mudar algo de fato? revolução? eles pulsam o ideal. mas não sabem ainda como se organizar. a arte pode ser revolucionária, terrorista, comendo pelas bordas? como?
a melancolia diminuiu. ficam palavras. vômito. o tempo parece ter estendido esta semana.
 
 
 
GRITEI. E PASSEI POR DIVERSAS TRANSFORMAÇÕES. DELÍRIOS ESTÉTICOS. OCUPAMOS O TENDAL DA LAPA. DELÍRIOS POLÍTICOS. TRANSFORMANDO O QUE SE DESEJAVA EM AÇÃO.











sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

ENSAIO RELATO KLEBER DE PAULA

ENSAIO RELATO KLEBER DE PAULA.

Faço uma linha dos 3 anos que estou no vocacional, no mesmo equipamento, com a continuidade dos mesmo vocacionados e a entrada e vários novos vocacionados que passaram no longo desses 3 anos.

CONHECIMENTO, DESCOBERTAS, PESQUISAS, REFLEXões, AUTONOMIA, EMANCIPAçAO E CRESCIMENTO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

          Meu ensaio vem como um conjunto de angustia, esvaziamento nos encontros, dúvidas, aumento da demanda "preenchimento nos encontros", medo do novo e do que não conheço, novas experimentações, descobertas e memória. Então coloco uma pergunta...Quando se dá o processo? Existe uma forma ou uma ordem para desenvolve lo? Com o início tardio do programa, me deparei com um “esvaziamento” significativo de vocacionados nas minhas aulas que me gerava dúvidas quanto ao desenvolvimento do programa quanto ao processo criativo, e o que seria processo. Aos poucos com o passar do tempo e encontros, voltei a ter uma demanda maior de vocacionados, alguns alunos antigos voltaram, novos alunos surgiram, todos com uma cede de aprender, fazer, executar, aprimorar e desenvolver tecnicamente como dançarinos.    Particularmente, eu não sentia dificuldades em proporcionar isso para eles, pois venho “desse mundo”, dessa prática de técnica-performance, desenvolvimento e crescimento como bailarino ou dançarino. Porém, não me conformava com a ideia de processo acumulativo de conhecimentos, de que meu trabalho com os alunos fosse construído e desenvolvido apenas com meras reproduções de movimentos. Minha angustias continuavam, porque não estabelecíamos um processo criativo.           As propostas e jogos que eu apresentava pra eles como uma prática corporal parecia ser perdida, parecia não ter uma continuidade. Sentia uma dificuldade em estabelecer um processo criativo, mesmo porque não sabia o que era processo criativo, foi a partir deste momento que comecei a me questionar: o que é processo criativo? Como estimular uma reflexão das nossas práticas e estabelecer uma pesquisa? Eu não sabia, e ainda não sei. Mas tinha certeza de que meu papel ao desenvolver este trabalho era ser um Artista Orientador " Provocador" . 
         Provocador: na minha visão, é aquele que não só dá ferramentas, coisas prontas, mas também aquele que instiga a curiosidade, a pesquisa, a descoberta e experimentação do novo, aquele que deixa de fazer as suas vontades para descobrir quais as vontades dos seus vocacionados. A partir deste pensamento adquirido com a minha formação acadêmica e principalmente com minhas vivencias como profissional da Dança, passei a buscar clareza nas minhas propostas enquanto professor-artista-pesquisador, de como realmente fazer com que meus alunos obtivessem a mesma clareza e que se sentissem transformados através disso. Algo muito significativo para mim, foi poder contar com o apoio da Equipe Leste 1: Ivo Alcântara, Enoque, Guilherme, Carol, Tatiana, Claudia Palma Coordenadora de Equipe. Através de nossas constantes conversas, reuniões e troca de saberes, percebi que eu poderia descobrir e estabelecer um processo criativo juntamente com os meus vocacionados partindo da vontade deles. Mesmo ainda tendo dúvidas de como estabelecer estas ideias na prática, passei a desenvolver nas minhas aulas um processo colaborativo de conhecimentos entre professor-aluno. Os vocacionados passaram a se sentir muito mais a vontade, para expor ideias e vontades em relação as nossas aulas, principalmente em relação à criação.
Atualmente voltando aos encontros, em nossas práticas na sala de aula, percebo uma vontade por parte dos vocacionados em se aprofundar e conhecer realmente as Dança Urbanas, principalmente sobre o Estilo “House Dance”, na qual encontraram certa afinidade. Os alunos querem saber origem, influências, onde surgiu, quem são os criadores, técnicas, história, fundamentos, enfim.... tudo sobre essa dança. Fui percebendo que os vocacionados começaram a fazer comparações e perceber semelhanças do House Dance com outras danças ou lutas, ou até algo que tenham vivenciado, coisas da memória particular de cada um. Partindo destas memórias e relações estabelecidas durante as nossas aulas, passamos a desenvolver um trabalho de pesquisa através de um questionamento: Todas as Danças podem ser “Iguais” ou “Semelhantes” ao House Dance?. Este questionamento surgiu em umas das nossas “apreciações” que acontece todo final de encontro, essas apreciações ou auto avaliação, surgem para que possamos fazer relações com o processo criativo desenvolvido na aula do dia e que também acabam se relacionado com aulas anteriores. Neste determinado dia uma fala muito forte nos marcou: “O MUNDO GIRA”, levando essa fala pra dança podemos chegar a conclusão que todas as danças se cruzam ou os passos se repetem, o que muda é a intenção de cada movimento, o feeling, a música. Desde então, os vocacionados começaram a aprofundar a pesquisa sobre as Danças que para eles dialogavam com o House Dance através de movimentos parecidos ou semelhantes, a maneira de andar, postura, atitude. Para essa pesquisa foi muito importante a opinião deles, a fala deles. Pedi para cada aluno escrever uma carta dizendo o que achava semelhante com o House Dance. Ao ler as cartas, percebi que todos pesquisaram a fundo e descreveram além das danças, as características de movimentos semelhantes ao House Dance, entre essas danças estavam: -O Samba: por causa dos movimentos de pernas e a forma de se deslocar. -A Capoeira e o Boxe: por causa dos movimentos de chão, e esquivas. -O Sapateado: por causa dos movimentos de pés, da maneira como usamos e tocamos no chão. -Do Afro: por conta de muitos passos semelhantes e movimentos de braços e mãos. -Da Salsa: por causa de alguns passos semelhantes, o contra tempo que usamos na música. Enfim, acho que estamos caminhando, não sabemos no que vai dar, e nem para onde vamos, mas estamos instigados para descobrir.

DUVIDAS, ANGUSTIAS E PENSAMENTO

Para a autonomia e emancipação, tens que ter o mínimo de conhecimento e consciência corporal, instrumentalizar o corpo é necessário para que possa se reconhecer dentro de uma linguagem ou estilo. Sendo assim, trabalhar técnicas, fundamentos, bases, e passar a historia da dança nos estilo que estais propondo não é processo? Improvisação é qualquer coisa? Cópia é qualquer coisa? Por onde você anda? Pra onde você vai? Como você anda? Pra mim, a dança é como o vento, que desmanchou o penteado arruadinho de várias certezas que eu tinha, e algumas vezes descabelou completamente a minha alma. Mesmo que isso tenha me assustado muito aqui e ali, no somatório de tudo , foi graça, alivio e abertura. Não precisamos de certezas estáticas, mas sim criar e reinventar.....

O QUE SOU PARA O MUNDO, O QUE O MUNDO é PARA MIM?


é um processo onde os vocacionados desenvolveram em cima de uma pesquisainterior, onde improvisar e expressar toda sua carga gen[etica, todas as expereiencias vividas no seu passado, sendo boas ou ruins, seu sentimentos. Colocar isso pro mundo, ver o que o mundo responde, absorver e transformar tudo isso em poesia corporal..... atravez de improvisacao. vocacional danca " de repente, sinto uma energia incrivel. que nem consigo explicar. que quem esta de fora pode ate critica. Mas quem vevenci, so tem a aproveitar quem nao acredita que experimente. Pois teoria por si so nao me satisfaz. Vivencie, sinta, dance. E, apos, critique me se for capaz."

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Invisibilidade - acerca do Programa Vocacional Interlinguagens no CEU Capão redondo

Segue, aqui, um ensaio acerca da Invisibilidade, assunto-norte que assombrou-me (Carolina Nóbrega) até que eu escrevesse sobre ele. Invisibilidade essa que em sua presença pouco tangível, pude ver, nas diferentes camadas que tangeram meu processo no Programa Vocacional Interlinguagens em 2013.
Preferi manter o ensaio em PDF ao invés de copiá-lo no corpo da postagem, para manter sua configuração... para acessá-lo, clique no link abaixo:

Invisibilidade_Carolina_Nóbrega